sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Buda

Persistir na raiva é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de o atirar em alguém. É sempre quem levanta a pedra que se queima.

Raiva - Sara Oriana

O meu ser reclama o sangue do mundo
Mas eu abafo isso tudo
Fecho-me por entre paredes
O mundo não quer ser incomodado com as minhas sedes


A raiva consome-me como nunca
Reclama tudo, rege ainda mais
Destruindo todas as coisas banais
Enlaça tudo, destrói o mundo
E eu cá fico, contando cada segundo


Vou ficando louca!
Porque nada me sai e tudo me consome
Triste de quem no meu caminho se atravessar
Triste porque acabarei por o pisar
Vou caminhando, e esqueço-me
Daquilo que me fez caminhar


Caminho, quase por desespero
Caminho no escuro e pela luz espero
sem hesitar, sem tropeçar
A raiva não me larga
E vivo com esta saga


Tirem isto de mim !
Quero ter paz por fim!