Saber esperar é uma virtude mas, mais importante, é saber até quando esperar... Foto de Doug Burgess.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
J. Collins
Metade dos nossos erros na vida nascem do fato de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir.
Nostalgia - Florbela Espanca
Nesse País de lenda, que me encanta,
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que plas aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!
Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-se esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta!
Ó meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!
Quero voltar! Não sei por onde vim...
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que plas aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!
Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-se esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta!
Ó meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!
Quero voltar! Não sei por onde vim...
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Courage
Por vezes temos a "chave" de uma qualquer situação mas o desconhecimento da reacção/resultado de uma atitude faz com que não tenhamos atitude... Congelamos! Há que ter a coragem de abrir as "portas" do desconhecido, de virar a página, de seguir em frente! Foto de Irene Ventura.
Evolução - Antero de Quental
Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...
Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...
Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...
Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...
Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...
Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...
Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Emoções figuradas - Leonardo Melanino
Senti um amor metafórico,
Senti um entusiasmo anafórico,
Senti uma alegria alegórica,
Senti uma beleza retórica.
Sonhei um sonho pleonástico
Neste grande momento fantástico
Lembrando-me do desejo antonomástico
Que me traz um vendaval paronomástico.
Agora me amenino neste dia parabólico,
Depois me fascino neste mês hiperbólico,
Mas não me torno um alguém melancólico.
Ontem perambulei numa noite cacofônica,
Hoje estou ouvindo música harmônica,
Amanhã recitarei poesia sinfônica.
Senti um entusiasmo anafórico,
Senti uma alegria alegórica,
Senti uma beleza retórica.
Sonhei um sonho pleonástico
Neste grande momento fantástico
Lembrando-me do desejo antonomástico
Que me traz um vendaval paronomástico.
Agora me amenino neste dia parabólico,
Depois me fascino neste mês hiperbólico,
Mas não me torno um alguém melancólico.
Ontem perambulei numa noite cacofônica,
Hoje estou ouvindo música harmônica,
Amanhã recitarei poesia sinfônica.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Soneto 35 - William Shakespeare
Não chores mais o erro cometido;
Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho;
O sol no eclipse é sol obscurecido;
Na flor também o inseto faz seu ninho;
Erram todos, eu mesmo errei já tanto,
Que te sobram razões de compensar
Com essas faltas minhas tudo quanto
Não terás tu somente a resgatar;
Os sentidos traíram-te, e meu senso
De parte adversa é mais teu defensor,
Se contra mim te excuso, e me convenço
Na batalha do ódio com o amor:
Vítima e cúmplice do criminoso,
Dou-me ao ladrão amado e amoroso.
Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho;
O sol no eclipse é sol obscurecido;
Na flor também o inseto faz seu ninho;
Erram todos, eu mesmo errei já tanto,
Que te sobram razões de compensar
Com essas faltas minhas tudo quanto
Não terás tu somente a resgatar;
Os sentidos traíram-te, e meu senso
De parte adversa é mais teu defensor,
Se contra mim te excuso, e me convenço
Na batalha do ódio com o amor:
Vítima e cúmplice do criminoso,
Dou-me ao ladrão amado e amoroso.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Um poema erótico - EFonseca
Princesa de alva pele fresca e macia,
Lascivo rosto, lábios pecaminosos,
Ver na tua boca meu falo eu queria
Banhando o alvo corpo em vagarosos,
E quentes rios de ingentes mil jorrares,
Nascidos nos montes dos meus desejos,
Colher a tua amora e tu a olhares,
Enquanto por cima eu cedo todos os meus beijos.
Envolta em manto linho imaculado,
Com delicadas mãos me gesticulas,
Estando já meu comediante irado,
Com um dedo, o teu prazer e o meu regulas.
E ardo sem que a fogueira eu veja,
Ceder-te calor degolando o frio,
Abriste tuas janelas para que eu veja
A luz jorrar da fonte quente do cio.
Mordazes os meus beijos se vão tornando,
Ao ver teus finos lábios retorcidos,
Fechando os olhos, meu falo vai falando,
Com teus nus seios expostos e exibidos.
Nem as doces cerejas têm o sabor,
Dos teus mamilos tão... (hum!) saborosos,
Trinco um e outro sem querer causar-te dor,
Alegres vai ficando e vigorosos.
Princesa do Sabbat, tu determinas,
O Fim do que eu considero o início,
E, se o quadril redondo tu me inclinas,
Findar o movimento era um suplício.
Expressão de quem vai sendo molestada,
Porém, vai sendo mais amada ainda,
Sobe um rubor quando acariciada,
Na fenda... Se visses como tu és linda,
Quando te vens, esfregando ao dianteiro
Tua válvula aquece e em mil explosões,
Recostas na almofada e num primeiro,
Soluço te deitas com as ilusões,
E o teu primeiro riso é esperançoso,
Que adorne por dentro o meu deus funesto,
Para quem pretende que seu corpo acuda,
Que com um singelo beijo se torna lesto.
Vê como por ti de cor ele não muda!
Com um dedo eu espreito se ainda vives,
De tinteiro servindo à minha pena,
E no papel lendo os versos revives,
Tão ousada e deliciosa cena,
O afago vem no teu espesso cabelo,
Que adora se soltar pelo meu peito,
Desenrolemos um novo novelo,
Que este corte e costura não foi perfeito.
Lascivo rosto, lábios pecaminosos,
Ver na tua boca meu falo eu queria
Banhando o alvo corpo em vagarosos,
E quentes rios de ingentes mil jorrares,
Nascidos nos montes dos meus desejos,
Colher a tua amora e tu a olhares,
Enquanto por cima eu cedo todos os meus beijos.
Envolta em manto linho imaculado,
Com delicadas mãos me gesticulas,
Estando já meu comediante irado,
Com um dedo, o teu prazer e o meu regulas.
E ardo sem que a fogueira eu veja,
Ceder-te calor degolando o frio,
Abriste tuas janelas para que eu veja
A luz jorrar da fonte quente do cio.
Mordazes os meus beijos se vão tornando,
Ao ver teus finos lábios retorcidos,
Fechando os olhos, meu falo vai falando,
Com teus nus seios expostos e exibidos.
Nem as doces cerejas têm o sabor,
Dos teus mamilos tão... (hum!) saborosos,
Trinco um e outro sem querer causar-te dor,
Alegres vai ficando e vigorosos.
Princesa do Sabbat, tu determinas,
O Fim do que eu considero o início,
E, se o quadril redondo tu me inclinas,
Findar o movimento era um suplício.
Expressão de quem vai sendo molestada,
Porém, vai sendo mais amada ainda,
Sobe um rubor quando acariciada,
Na fenda... Se visses como tu és linda,
Quando te vens, esfregando ao dianteiro
Tua válvula aquece e em mil explosões,
Recostas na almofada e num primeiro,
Soluço te deitas com as ilusões,
E o teu primeiro riso é esperançoso,
Que adorne por dentro o meu deus funesto,
Para quem pretende que seu corpo acuda,
Que com um singelo beijo se torna lesto.
Vê como por ti de cor ele não muda!
Com um dedo eu espreito se ainda vives,
De tinteiro servindo à minha pena,
E no papel lendo os versos revives,
Tão ousada e deliciosa cena,
O afago vem no teu espesso cabelo,
Que adora se soltar pelo meu peito,
Desenrolemos um novo novelo,
Que este corte e costura não foi perfeito.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Fosse eu Apenas, não Sei Onde ou Como - Fernando Pessoa
Fosse eu apenas, não sei onde ou como,
Uma coisa existente sem viver,
Noite de Vida sem amanhecer
Entre as sirtes do meu dourado assomo....
Fada maliciosa ou incerto gnomo
Fadado houvesse de não pertencer
Meu intuito gloríola com Ter
A árvore do meu uso o único pomo...
Fosse eu uma metáfora somente
Escrita nalgum livro insubsistente
Dum poeta antigo, de alma em outras gamas,
Mas doente, e , num crepúsculo de espadas,
Morrendo entre bandeiras desfraldadas
Na última tarde de um império em chamas...
Uma coisa existente sem viver,
Noite de Vida sem amanhecer
Entre as sirtes do meu dourado assomo....
Fada maliciosa ou incerto gnomo
Fadado houvesse de não pertencer
Meu intuito gloríola com Ter
A árvore do meu uso o único pomo...
Fosse eu uma metáfora somente
Escrita nalgum livro insubsistente
Dum poeta antigo, de alma em outras gamas,
Mas doente, e , num crepúsculo de espadas,
Morrendo entre bandeiras desfraldadas
Na última tarde de um império em chamas...
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Survivor
Quando tuda desaba à nossa volta, há sempre um ponto para começar a recontrução... Só temos que o encontrar! Foto de Hell-N Samson
Michael Bolton - When I'm Back On My Feet Again
Quando caíres, tem presente que agora só te podes levantar... Cair de novo é impossível!
Sobrevivências - Bruno Miguel Resende
Decrépita existência enlaçada na sobrevivência,
Arauto do infortúnio de eterna aquiescência,
Sobejamente mutilado,
Permanentemente fustigado,
Cansado.
Trémula consciência submersa na sobrevivência,
Hegemonia do saudosismo de atroz incongruência,
Senilmente afogado,
Certamente degenerado,
Desesperado.
Arauto do infortúnio de eterna aquiescência,
Sobejamente mutilado,
Permanentemente fustigado,
Cansado.
Trémula consciência submersa na sobrevivência,
Hegemonia do saudosismo de atroz incongruência,
Senilmente afogado,
Certamente degenerado,
Desesperado.
One More Try - George Michael
"So when you say that you need me
That you'll never leave me
I know you're wrong, you're not that strong
Let me go"
That you'll never leave me
I know you're wrong, you're not that strong
Let me go"
BÁRBARA VIDA - BREIKE
Já não é o dia
já não é a hora
o que disse não importa
não o penso mais agora
fechou-se a porta
não a tentes abrir
a desculpa é torta
mas tem de servir
a vida é bárbara
e tens que admitir
não me culpes a mim
por teus olhos abrir
foste tu quem se perdeu
não fui eu quem te feriu
entende que não deu
teu amor nunca se viu
Não me fales nesse tom!
Não gosto desse teu tom!
já não é a hora
o que disse não importa
não o penso mais agora
fechou-se a porta
não a tentes abrir
a desculpa é torta
mas tem de servir
a vida é bárbara
e tens que admitir
não me culpes a mim
por teus olhos abrir
foste tu quem se perdeu
não fui eu quem te feriu
entende que não deu
teu amor nunca se viu
Não me fales nesse tom!
Não gosto desse teu tom!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Take a Breath
MEDO! O que fazer perante uma situação destas? O mesmo que devemos fazer com qualquer problema... Respirar, manter a calma e agir... Foto de Chuck Babbitt.
Ruth Renkel
Não há razão para termos medo das sombras. Apenas indicam que em algum lugar próximo brilha a luz.
Sem Título - Pedro Frescata
Pior do que estar perdido
É não ter caminho
Pior do que estar morto
É não estar vivo
Pior do que não ter amor
É não o conhecer
Pior do que conhecer
É sentir
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Hope
Porquê a foto do olhar desta criança? Porque, tal como ela, também eu, quando quero ou sonho com algo fico assim, ansioso... A única diferença é ter (agora) a paciência de adulto... Mas o sonhar ainda é de criança! Foto de Bill Mokdad.
Dirty Dancing - She's Like the Wind
Esta é dedicada a uma pessoa muito muito especial... Para ti, um beijo!
Lover - Pedro Frescata
Deep in my heart
I search for someone
I do wont to start
And i found no one
And i start to run
Following a flash
And i`m like a dumb
Running to crash
A crash that will kill
And i wont so hard
I don`t wont to feel
The pain in my heart
I Just wont to live
Under the floor
`Cause i cannot give
My love anymore
I search for someone
I do wont to start
And i found no one
And i start to run
Following a flash
And i`m like a dumb
Running to crash
A crash that will kill
And i wont so hard
I don`t wont to feel
The pain in my heart
I Just wont to live
Under the floor
`Cause i cannot give
My love anymore
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
angels over tucson
Será que os anjos existem? Claro que sim! Só não são é puritanos... São, na minha humilde perspectiva, seres que nos completam, que nos fazem mover, que nos fazem sentir vivos... São comuns mortais com o dom de nos fazer felizes! Foto de Neil Peters.
Mariah Carey - Angels Cry ft. Ne-Yo
"C'mon babe can't our love be revived
Bring it back and we gon' make it right"
...
That`s for sure!
Bring it back and we gon' make it right"
...
That`s for sure!
Lucretius
We are each of us angels with only one wing, and we can only fly by embracing one another.
Meu anjo Especial
Todos nós precisamos sentir a presença
real de um Anjo ao nosso lado.
Alguém que não precisamos impressionar ou
até correr o risco de perder
Seja por orgulho, ou simplesmente pelo fato
de não dar o braço a torcer.
Pois sabemos que ao tirarmos a máscara,
só um Anjo não foge assustado.
Um Anjo não irá, jamais, nos julgar pelas
palavras que omitimos ou dissemos,
Nem pelos atos que cometemos, nem reclamar
pela mão que não estendemos.
Não nos fará cobranças, nem nos falará de
coisas e fatos que sequer sabemos.
Não nos pedirá para agir com um estágio de
consciência que ainda não temos.
Um Anjo estará sempre conosco até o nosso final,
Protegendo e nos guardando até o fim de nossos dias.
Um Anjo é o retrato mais perfeito do amigo especial,
Aquele que chamamos de a melhor das companhias.
O Amor de um Anjo é mais puro do que os
córregos das belas montanhas,
Escorrendo devagar, refrescando todo o ar,
fazendo sons que só a água faz,
Embala-nos com sua angélica doçura e nos
proporciona noites de muita paz,
Povoando nossos sonhos com Querubins e Serafins
com suas faces risonhas.
Um Anjo é tudo aquilo que é terno, verdadeiro, doce,
completo, nos dá aconchego,
E que tem o poder de produzir aquela gigantesca
calma que invade nosso interior.
Eu acredito, no fundo do meu coração, que o
meu Anjo é você, meu precioso amor.
Em você encontrei minha outra parte, pois a
vida muda sempre que a ti me chego.
real de um Anjo ao nosso lado.
Alguém que não precisamos impressionar ou
até correr o risco de perder
Seja por orgulho, ou simplesmente pelo fato
de não dar o braço a torcer.
Pois sabemos que ao tirarmos a máscara,
só um Anjo não foge assustado.
Um Anjo não irá, jamais, nos julgar pelas
palavras que omitimos ou dissemos,
Nem pelos atos que cometemos, nem reclamar
pela mão que não estendemos.
Não nos fará cobranças, nem nos falará de
coisas e fatos que sequer sabemos.
Não nos pedirá para agir com um estágio de
consciência que ainda não temos.
Um Anjo estará sempre conosco até o nosso final,
Protegendo e nos guardando até o fim de nossos dias.
Um Anjo é o retrato mais perfeito do amigo especial,
Aquele que chamamos de a melhor das companhias.
O Amor de um Anjo é mais puro do que os
córregos das belas montanhas,
Escorrendo devagar, refrescando todo o ar,
fazendo sons que só a água faz,
Embala-nos com sua angélica doçura e nos
proporciona noites de muita paz,
Povoando nossos sonhos com Querubins e Serafins
com suas faces risonhas.
Um Anjo é tudo aquilo que é terno, verdadeiro, doce,
completo, nos dá aconchego,
E que tem o poder de produzir aquela gigantesca
calma que invade nosso interior.
Eu acredito, no fundo do meu coração, que o
meu Anjo é você, meu precioso amor.
Em você encontrei minha outra parte, pois a
vida muda sempre que a ti me chego.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
The Cranberries - Dreams
"And now I tell you openly
You have my heart so don't hurt me
You're what I couldn't find"
You have my heart so don't hurt me
You're what I couldn't find"
Roberto Schinyashiki
Lembre-se: a melhor maneira de realizar seus sonhos é ajudar o maior número possível de pessoas a realizar os delas.
A Flor do Sonho, alvíssima, divina,
Miraculosamente abriu em mim,
Como se uma magnólia de cetim
Fosse florir num muro todo em ruína.
Pende em meu seio a haste branda e fina
E não posso entender como é que, enfim,
Essa tão rara flor abriu assim!...
Milagre... fantasia... ou, talvez, sina...
Ó Flor que em mim nasceste sem abrolhos,
Que tem que sejam tristes os meus olhos
Se eles são tristes pelo amor de ti?!...
Desde que em mim nasceste em noite calma,
Voou ao longe a asa da minha’alma
E nunca, nunca mais eu me entendi...
Miraculosamente abriu em mim,
Como se uma magnólia de cetim
Fosse florir num muro todo em ruína.
Pende em meu seio a haste branda e fina
E não posso entender como é que, enfim,
Essa tão rara flor abriu assim!...
Milagre... fantasia... ou, talvez, sina...
Ó Flor que em mim nasceste sem abrolhos,
Que tem que sejam tristes os meus olhos
Se eles são tristes pelo amor de ti?!...
Desde que em mim nasceste em noite calma,
Voou ao longe a asa da minha’alma
E nunca, nunca mais eu me entendi...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
I am alone!
Estar sozinho, por si só, é já uma grande dor mas... Haverá dor maior do que estar só no meio da multidão? Foto de Gaetan Chevalier.
Evanescence - My Immortal
"These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase"
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase"
O que Me Dói não É - Fernando Pessoa
O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Survival
Há coisas realmente impressionantes... Normalmente, as que mais impressionam advêm da luta pela sobrevivência! Aqui fica um exemplo exímio dessa luta. Foto de Tony Gocke.
Linkin Park - Breaking the Habit
"I don't want to be the one
The battles always choose
'Cause inside I realize
That I'm the one confused"
The battles always choose
'Cause inside I realize
That I'm the one confused"
Ishaq Al-Kindî
O escravo é um homem livre se dominar os seus apetites. O homem livre é um escravo caso corra atrás dos seus prazeres.
Luta - Sara Oriana
Estou fatalmente ferida
Depois de uma luta intensa
Posso não estar perdida
Mas será que isso compensa?
Guerreira, posso ter sido
Mas o mal está me enterrado
No fundo do peito
Mesmo depois do meu plano perfeito
De enterrar o meu coração
Já nem sei se tenho razão
Muitas vezes, acho os problemas tão insignificantes
Tão iguais aos dos outros
Mas no entanto são tão sufocantes
E corroem-me tanto por dentro
Que já nem sei se estou só a ser estúpida
Ou a tornar-me na perdida
Já não acredito, Já desprezo
O mito do amor
Que não e mais que um peso
e razão da mais terrível dor
Lutar? Pois que outra escolha terei?
Se não lutar sucumbirei
E mais vale morrer a lutar
Do que morrer a chorar
Depois de uma luta intensa
Posso não estar perdida
Mas será que isso compensa?
Guerreira, posso ter sido
Mas o mal está me enterrado
No fundo do peito
Mesmo depois do meu plano perfeito
De enterrar o meu coração
Já nem sei se tenho razão
Muitas vezes, acho os problemas tão insignificantes
Tão iguais aos dos outros
Mas no entanto são tão sufocantes
E corroem-me tanto por dentro
Que já nem sei se estou só a ser estúpida
Ou a tornar-me na perdida
Já não acredito, Já desprezo
O mito do amor
Que não e mais que um peso
e razão da mais terrível dor
Lutar? Pois que outra escolha terei?
Se não lutar sucumbirei
E mais vale morrer a lutar
Do que morrer a chorar
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Lovers
Feliz dia dos namorados para quem tem oportunidade/felicidade de comemorar o dia! Fica uma nota para os que acham piada a fazerem deste dia o dia dos encalhados: para mim, quem faz este tipo de celebração, ou não é certo das ideias, ou não acredita em si! ... por outro lado, num país em que é possível o casamento homossexual, este é um mal bem menor... Foto de Saeid Nazari.
Michael Bolton - Said I loved you but I lied
"Said I loved you, but I lied
'Cause this is more than love I feel inside
Said I loved you, but I was wrong
'Cause love can never, ever feel so strong"
'Cause this is more than love I feel inside
Said I loved you, but I was wrong
'Cause love can never, ever feel so strong"
Amar! - Florbela Espanca
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
sábado, 13 de fevereiro de 2010
De Nobre Tenho O Sentir, De Fraco Tenho A Paixão - Pedro Frescata
O tempo não é juiz
Juiz é a nossa vontade
Por tudo o que fiz
Mereço liberdade
Como guia os sentimentos
Como pudor a razão
Entre alegrias e lamentos
Sempre fica a solidão
Acreditar e lutar
Foram o meu defeito
A minha ansia de amar
Cegou o meu conceito
Chorar não é para mim
Comigo é mais magoado
É triste viver assim
Sentia-me rejeitado
A culpa é toda minha
Cego quis acreditar
Nem sabia de onde vinha
E já estava a amar
Depois desta história
Tudo vai ser diferente
Vou guardar na memória
Aquilo que se sente
As palavras em loucura
O fogo no olhar
A partilha sem ternura
O silêncio a gritar
Depois disto vou mudar
A minha forma de agir
Até um dia encontrar
Um motivo para sorrir
Juiz é a nossa vontade
Por tudo o que fiz
Mereço liberdade
Como guia os sentimentos
Como pudor a razão
Entre alegrias e lamentos
Sempre fica a solidão
Acreditar e lutar
Foram o meu defeito
A minha ansia de amar
Cegou o meu conceito
Chorar não é para mim
Comigo é mais magoado
É triste viver assim
Sentia-me rejeitado
A culpa é toda minha
Cego quis acreditar
Nem sabia de onde vinha
E já estava a amar
Depois desta história
Tudo vai ser diferente
Vou guardar na memória
Aquilo que se sente
As palavras em loucura
O fogo no olhar
A partilha sem ternura
O silêncio a gritar
Depois disto vou mudar
A minha forma de agir
Até um dia encontrar
Um motivo para sorrir
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Outlandish - Look Into My Eyes
"Look into my eyes
Tell me what you see..."
...Can you see anything? I don`t think so... I belive that you`re blinded by your own you!
Doménico Cieri
Algumas vezes na vida, convêm-nos ter os olhos bem abertos, outras na metade, e outras realmente fechados. A questão está em saber como para cada vez.
Seus Olhos - Almeida Garrett
Seus olhos - que eu sei pintar
O que os meus olhos cegou –
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.
Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.
O que os meus olhos cegou –
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.
Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
John F. Kennedy
Não conheço nenhuma fórmula infalível para obter o sucesso, mas conheço uma forma infalível de fracassar: tentar agradar a todos!
Retrato do Povo de Lisboa - Ary dos Santos
É da torre mais alta do meu pranto
que eu canto este meu sangue este meu povo.
Dessa torre maior em que apenas sou grande
por me cantar de novo.
Cantar como quem despe a ganga da tristeza
e põe a nu a espádua da saudade
chama que nasce e cresce e morre acesa
em plena liberdade.
É da voz do meu povo uma criança
seminua nas docas de Lisboa
que eu ganho a minha voz
caldo verde sem esperança
laranja de humildade
amarga lança
até que a voz me doa.
Mas nunca se dói só quem a cantar magoa
dói-me o Tejo vazio dói-me a miséria
apunhalada na garganta.
Dói-me o sangue vencido a nódoa negra
punhada no meu canto.
que eu canto este meu sangue este meu povo.
Dessa torre maior em que apenas sou grande
por me cantar de novo.
Cantar como quem despe a ganga da tristeza
e põe a nu a espádua da saudade
chama que nasce e cresce e morre acesa
em plena liberdade.
É da voz do meu povo uma criança
seminua nas docas de Lisboa
que eu ganho a minha voz
caldo verde sem esperança
laranja de humildade
amarga lança
até que a voz me doa.
Mas nunca se dói só quem a cantar magoa
dói-me o Tejo vazio dói-me a miséria
apunhalada na garganta.
Dói-me o sangue vencido a nódoa negra
punhada no meu canto.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Mors Liberatrix - Antero de Quental
Na tua mão, sombrio cavaleiro,
Cavaleiro vestido de armas pretas,
Brilha uma espada feita de cometas,
Que rasga a escuridão como um luzeiro.
Caminhas no teu curso aventureiro,
Todo involto na noite que projectas...
Só o gládio de luz com fulvas betas
Emerge do sinistro nevoeiro.
— "Se esta espada que empunho é coruscante,
(Responde o negro cavaleiro-andante)
É porque esta é a espada da Verdade.
Firo, mas salvo... Prostro e desbarato,
Mas consolo... Subverto, mas resgato...
E, sendo a Morte, sou a Liberdade."
Cavaleiro vestido de armas pretas,
Brilha uma espada feita de cometas,
Que rasga a escuridão como um luzeiro.
Caminhas no teu curso aventureiro,
Todo involto na noite que projectas...
Só o gládio de luz com fulvas betas
Emerge do sinistro nevoeiro.
— "Se esta espada que empunho é coruscante,
(Responde o negro cavaleiro-andante)
É porque esta é a espada da Verdade.
Firo, mas salvo... Prostro e desbarato,
Mas consolo... Subverto, mas resgato...
E, sendo a Morte, sou a Liberdade."
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Linkin Park - Leave Out All The Rest
"Someone else can come
And save me from myself.
I can't be who you are."
And save me from myself.
I can't be who you are."
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Buda
Persistir na raiva é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de o atirar em alguém. É sempre quem levanta a pedra que se queima.
Raiva - Sara Oriana
O meu ser reclama o sangue do mundo
Mas eu abafo isso tudo
Fecho-me por entre paredes
O mundo não quer ser incomodado com as minhas sedes
A raiva consome-me como nunca
Reclama tudo, rege ainda mais
Destruindo todas as coisas banais
Enlaça tudo, destrói o mundo
E eu cá fico, contando cada segundo
Vou ficando louca!
Porque nada me sai e tudo me consome
Triste de quem no meu caminho se atravessar
Triste porque acabarei por o pisar
Vou caminhando, e esqueço-me
Daquilo que me fez caminhar
Caminho, quase por desespero
Caminho no escuro e pela luz espero
sem hesitar, sem tropeçar
A raiva não me larga
E vivo com esta saga
Tirem isto de mim !
Quero ter paz por fim!
Mas eu abafo isso tudo
Fecho-me por entre paredes
O mundo não quer ser incomodado com as minhas sedes
A raiva consome-me como nunca
Reclama tudo, rege ainda mais
Destruindo todas as coisas banais
Enlaça tudo, destrói o mundo
E eu cá fico, contando cada segundo
Vou ficando louca!
Porque nada me sai e tudo me consome
Triste de quem no meu caminho se atravessar
Triste porque acabarei por o pisar
Vou caminhando, e esqueço-me
Daquilo que me fez caminhar
Caminho, quase por desespero
Caminho no escuro e pela luz espero
sem hesitar, sem tropeçar
A raiva não me larga
E vivo com esta saga
Tirem isto de mim !
Quero ter paz por fim!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Sem Título
Neste caso, é o anel que dá cor à mão... Muito bem! Pena é, quando é a mão que dá cor ao anel... Foto de André Cássio.
Jack Johnson - Sitting, Waiting, Wishing
Se calhar até nem tenho de esperar
Nem tenho que estar sentado
Só não posso é desejar
Senão está tudo estragado
Nem tenho que estar sentado
Só não posso é desejar
Senão está tudo estragado
Não Digas Nada! - Fernando Pessoa
Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Light my fire
Todos nós precisamos de uma luz mas devemos desconfiar das que surgem demasiado rápido porque, normalmente, demasiado rápido se extinguem... Foto de Thomas Wiemer.
A Luz! - José A. Correia
A luz se apaga, a escuridão toma conta do meu ser
E a mente viaja por entre imagens soltas
Deixo-me levar nos sonhos e viagens loucas
Qual desfilar de slides, projetam o meu viver.
Recordações que desfilam sem prioridade
Misturadas em amor, sacrifício e perdas
Um conflito de sentimentos a alta velocidade
São tesouros guardados em quimeras.
Desejo sonhar eternamente
Não ver a luz que se apagou
Meu coração bate carente
Por saber que acordando nada mudou.
E a mente viaja por entre imagens soltas
Deixo-me levar nos sonhos e viagens loucas
Qual desfilar de slides, projetam o meu viver.
Recordações que desfilam sem prioridade
Misturadas em amor, sacrifício e perdas
Um conflito de sentimentos a alta velocidade
São tesouros guardados em quimeras.
Desejo sonhar eternamente
Não ver a luz que se apagou
Meu coração bate carente
Por saber que acordando nada mudou.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Anxiety
Este até podia ser eu... Mas não sou porque, ansioso fico... Desesperado não! Foto de Willy Marthinussen.
Anseios - Florbela Espanca
Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha cais!
Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quimeras irreais
Não valem o prazer duma saudade!
Tu chamas ao meu seio, negra prisão!...
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbre o brilho do luar!
Não estendas tuas asas para o longe...
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela, a soluçar!...
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha cais!
Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quimeras irreais
Não valem o prazer duma saudade!
Tu chamas ao meu seio, negra prisão!...
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbre o brilho do luar!
Não estendas tuas asas para o longe...
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela, a soluçar!...
domingo, 31 de janeiro de 2010
Quem pode livre ser, gentil Senhora - Luís de Camões
Quem pode livre ser, gentil Senhora,
Vendo-vos com juízo sossegado,
Se o Menino que de olhos é privado
Nas meninas de vossos olhos mora?
Ali manda, ali reina, ali namora,
Ali vive das gentes venerado;
Que o vivo lume e o rosto delicado
Imagens são nas quais o Amor se adora.
Quem vê que em branca neve nascem rosas
Que fios crespos de ouro vão cercando,
Se por entre esta luz a vista passa,
Raios de ouro verá, que as duvidosas
Almas estão no peito trespassando
Assim como um cristal o Sol trespassa.
Vendo-vos com juízo sossegado,
Se o Menino que de olhos é privado
Nas meninas de vossos olhos mora?
Ali manda, ali reina, ali namora,
Ali vive das gentes venerado;
Que o vivo lume e o rosto delicado
Imagens são nas quais o Amor se adora.
Quem vê que em branca neve nascem rosas
Que fios crespos de ouro vão cercando,
Se por entre esta luz a vista passa,
Raios de ouro verá, que as duvidosas
Almas estão no peito trespassando
Assim como um cristal o Sol trespassa.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Lost Faith
Nunca deixemos de acreditar na fé... Mas nunca deixemos também de trabalhar para que possamos continuar a acreditar... Foto de Smaranda Pliuta.
Fé - Machado de Assis
As orações dos homens
Subam eternamente aos teus ouvidos;
Eternamente aos teus ouvidos soem
Os cânticos da terra.
No turvo mar da vida,
Onde aos parcéis do crime a alma naufraga,
A derradeira bússola nos seja,
Senhor, tua palavra.
A melhor segurança
Da nossa íntima paz, Senhor, é esta;
Esta a luz que há de abrir à estância eterna
O fulgido caminho.
Ah ! feliz o que pode,
No extremo adeus às cousas deste mundo,
Quando a alma, despida de vaidade,
Vê quanto vale a terra;
Quando das glórias frias
Que o tempo dá e o mesmo tempo some,
Despida já, — os olhos moribundos
Volta às eternas glórias;
Feliz o que nos lábios,
No coração, na mente põe teu nome,
E só por ele cuida entrar cantando
No seio do infinito.
Subam eternamente aos teus ouvidos;
Eternamente aos teus ouvidos soem
Os cânticos da terra.
No turvo mar da vida,
Onde aos parcéis do crime a alma naufraga,
A derradeira bússola nos seja,
Senhor, tua palavra.
A melhor segurança
Da nossa íntima paz, Senhor, é esta;
Esta a luz que há de abrir à estância eterna
O fulgido caminho.
Ah ! feliz o que pode,
No extremo adeus às cousas deste mundo,
Quando a alma, despida de vaidade,
Vê quanto vale a terra;
Quando das glórias frias
Que o tempo dá e o mesmo tempo some,
Despida já, — os olhos moribundos
Volta às eternas glórias;
Feliz o que nos lábios,
No coração, na mente põe teu nome,
E só por ele cuida entrar cantando
No seio do infinito.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Jason Mraz ft Colbie Caillat - Lucky
Sorte por ter estado onde estive
Sorte por ter passado por onde passei
Sorte por ser mais um que vive
Sorte por acreditar que amei
Sorte por ter passado por onde passei
Sorte por ser mais um que vive
Sorte por acreditar que amei
A Sorte - Paulo César
Fruto do acaso também
Mas muito de construída
A pulso pela vida
É a sorte de Alguém!
A sorte tem muito suor
Tem muito de inspiração
A sorte não é razão
Para pôr de lado o labor
A Sorte é para ti
Para mim e todos nós
Já é assim desde os avós
E o que quero dizer aqui
É que na vida aprendi
Que ela é feita por Nós!
Mas muito de construída
A pulso pela vida
É a sorte de Alguém!
A sorte tem muito suor
Tem muito de inspiração
A sorte não é razão
Para pôr de lado o labor
A Sorte é para ti
Para mim e todos nós
Já é assim desde os avós
E o que quero dizer aqui
É que na vida aprendi
Que ela é feita por Nós!
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
A worker's hands..
Pode ter umas mãos rudes mas, concerteza, terá um coração humilde! Um pequeno preço a pagar para tão grande ganho... Foto de Soner Yaman.
Brooks & Dunn - Hard Workin' Man
Se trabalharmos o suficiente, teremos tudo o que é necessário para o nosso bem estar. Só temos que perceber o que, efectivamente, é necessário...
A FORÇA DO TRABALHO - Jorge Humberto
De força e de nervos, se faz esta canção,
Do arado que lavra a terra o seu apogeu,
Do agricultor vai o meu verso de emoção,
Do metalúrgico, o meu fonema tão seu.
Das vinhas fica-me o leve sabor a mosto,
Dos trabalhadores a inenarrável condição,
Digna presença, que não esconde o rosto,
Ante o trabalho e a desenvolta produção.
Do homem que trabalha, criando bela arte,
Quer seja no vidro, no barro ou na oficina,
Deixo o meu mais lisonjeiro elogio à parte,
Por desenvolverem rude técnica tão digna.
E, daqueles, que, com cimento, alicerçam
As casas do amanhã, feitas de sangue e suor,
Fica-me o sincero agradecimento, cessam
As palavras, para lhes dizer do meu amor.
E assim cantando hossanas a quem trabalha,
Quero erguer o meu pendão, rumo ao futuro,
Pois só quem sabe dar valor a esta batalha,
Sabe do quanto ela é prestigiante, elo maduro.
Do arado que lavra a terra o seu apogeu,
Do agricultor vai o meu verso de emoção,
Do metalúrgico, o meu fonema tão seu.
Das vinhas fica-me o leve sabor a mosto,
Dos trabalhadores a inenarrável condição,
Digna presença, que não esconde o rosto,
Ante o trabalho e a desenvolta produção.
Do homem que trabalha, criando bela arte,
Quer seja no vidro, no barro ou na oficina,
Deixo o meu mais lisonjeiro elogio à parte,
Por desenvolverem rude técnica tão digna.
E, daqueles, que, com cimento, alicerçam
As casas do amanhã, feitas de sangue e suor,
Fica-me o sincero agradecimento, cessam
As palavras, para lhes dizer do meu amor.
E assim cantando hossanas a quem trabalha,
Quero erguer o meu pendão, rumo ao futuro,
Pois só quem sabe dar valor a esta batalha,
Sabe do quanto ela é prestigiante, elo maduro.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Jason Mraz - I'm Yours
"So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm sure
There's no need to complicate, our time is short
This is our fate, I'm yours"
It cannot wait, I'm sure
There's no need to complicate, our time is short
This is our fate, I'm yours"
ENTREGUE - Cecília
Eis me aqui entregue em seus braços.
Entregue a mil caricias ardentes.
Num doce entrelaçar de sentimentos.
Que vem à tona tão incontidamente.
Num desejo de amar, se entregar.
Eis me aqui entregue neste
inebriante abraço.
Que me envolve por inteira, lentamente
tão calmamente.
Mãos que deslizam suaves pela pele.
Como o carinho da água deslizando
em nossos corpos.
Pêlos eriçados de desejos.
Aguçados sussurros, tão
somente gemidos.
Pensamentos emaranhados
de desejo e paixão.
Momento de entrega submissa.
Em total frenesi, somos um só ser.
Embalados pelo doce sacolejar do mar.
Que nos tira as forças.
E nos leva ao ápice da loucura mais
gostosa, mais sonhada.
Eis me aqui numa total letargia.
Totalmente entregue a você.
Entregue a mil caricias ardentes.
Num doce entrelaçar de sentimentos.
Que vem à tona tão incontidamente.
Num desejo de amar, se entregar.
Eis me aqui entregue neste
inebriante abraço.
Que me envolve por inteira, lentamente
tão calmamente.
Mãos que deslizam suaves pela pele.
Como o carinho da água deslizando
em nossos corpos.
Pêlos eriçados de desejos.
Aguçados sussurros, tão
somente gemidos.
Pensamentos emaranhados
de desejo e paixão.
Momento de entrega submissa.
Em total frenesi, somos um só ser.
Embalados pelo doce sacolejar do mar.
Que nos tira as forças.
E nos leva ao ápice da loucura mais
gostosa, mais sonhada.
Eis me aqui numa total letargia.
Totalmente entregue a você.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Pedro Frescata
A melhor maneira de nos libertarmos é termos a certeza de que demos tudo, de que nada mais havia a fazer. É não dar espaço a lamentações ou arrependimentos! Agindo assim, corremos o risco de ser felizes...
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