Queria-te nua; estavas vestida.
Ficaste estátua; estavas varada.
No brilho dos meus olhos despida,
Deste por mim, estavas cansada…
Regresso à viagem suspendida,
Lanço sinais; danço na estrada...
Prossigo a viagem interrompida;
Deste por mim sem dar por nada…
Noites agitadas, sonora agitação...
Lastro molhado no passar da mão.
Olhos pesados de tanto te querer…
E se o silêncio dói, só de te olhar.
Nada nesta vida te poderá mudar…
De tanto te desejar e não te ter…
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
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