segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A Força e a Coragem - Silvia Schmidt
É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.
É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.
É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.
É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.
É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para fazê-lo parar.
É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver.
mas é preciso coragem para ser gentil.
É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.
É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.
É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.
É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para fazê-lo parar.
É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Sou - Jorge Luis Borges
Sou o que sabe não ser menos vão
Que o vão observador que frente ao mudo
Vidro do espelho segue o mais agudo
Reflexo ou o corpo do irmão.
Sou, tácitos amigos, o que sabe
Que a única vingança ou o perdão
É o esquecimento. Um deus quis dar então
Ao ódio humano essa curiosa chave.
Sou o que, apesar de tão ilustres modos
De errar, não decifrou o labirinto
Singular e plural, árduo e distinto,
Do tempo, que é de um só e é de todos.
Sou o que é ninguém, o que não foi a espada
Na guerra. Um esquecimento, um eco, um nada.
My Father's Eyes - Eric Clapton
As my soul slides down to die.
How could I lose him?
What did I try?
Bit by bit, I've realized
That he was here with me;
I looked into my father's eyes.
My father's eyes.
I looked into my father's eyes.
My father's eyes.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Waiting (looser crop)
Saber esperar é uma virtude mas, mais importante, é saber até quando esperar... Foto de Doug Burgess.
J. Collins
Metade dos nossos erros na vida nascem do fato de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir.
Nostalgia - Florbela Espanca
Nesse País de lenda, que me encanta,
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que plas aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!
Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-se esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta!
Ó meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!
Quero voltar! Não sei por onde vim...
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que plas aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!
Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-se esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta!
Ó meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!
Quero voltar! Não sei por onde vim...
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Courage
Por vezes temos a "chave" de uma qualquer situação mas o desconhecimento da reacção/resultado de uma atitude faz com que não tenhamos atitude... Congelamos! Há que ter a coragem de abrir as "portas" do desconhecido, de virar a página, de seguir em frente! Foto de Irene Ventura.
Evolução - Antero de Quental
Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...
Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...
Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...
Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...
Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...
Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...
Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Emoções figuradas - Leonardo Melanino
Senti um amor metafórico,
Senti um entusiasmo anafórico,
Senti uma alegria alegórica,
Senti uma beleza retórica.
Sonhei um sonho pleonástico
Neste grande momento fantástico
Lembrando-me do desejo antonomástico
Que me traz um vendaval paronomástico.
Agora me amenino neste dia parabólico,
Depois me fascino neste mês hiperbólico,
Mas não me torno um alguém melancólico.
Ontem perambulei numa noite cacofônica,
Hoje estou ouvindo música harmônica,
Amanhã recitarei poesia sinfônica.
Senti um entusiasmo anafórico,
Senti uma alegria alegórica,
Senti uma beleza retórica.
Sonhei um sonho pleonástico
Neste grande momento fantástico
Lembrando-me do desejo antonomástico
Que me traz um vendaval paronomástico.
Agora me amenino neste dia parabólico,
Depois me fascino neste mês hiperbólico,
Mas não me torno um alguém melancólico.
Ontem perambulei numa noite cacofônica,
Hoje estou ouvindo música harmônica,
Amanhã recitarei poesia sinfônica.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Soneto 35 - William Shakespeare
Não chores mais o erro cometido;
Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho;
O sol no eclipse é sol obscurecido;
Na flor também o inseto faz seu ninho;
Erram todos, eu mesmo errei já tanto,
Que te sobram razões de compensar
Com essas faltas minhas tudo quanto
Não terás tu somente a resgatar;
Os sentidos traíram-te, e meu senso
De parte adversa é mais teu defensor,
Se contra mim te excuso, e me convenço
Na batalha do ódio com o amor:
Vítima e cúmplice do criminoso,
Dou-me ao ladrão amado e amoroso.
Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho;
O sol no eclipse é sol obscurecido;
Na flor também o inseto faz seu ninho;
Erram todos, eu mesmo errei já tanto,
Que te sobram razões de compensar
Com essas faltas minhas tudo quanto
Não terás tu somente a resgatar;
Os sentidos traíram-te, e meu senso
De parte adversa é mais teu defensor,
Se contra mim te excuso, e me convenço
Na batalha do ódio com o amor:
Vítima e cúmplice do criminoso,
Dou-me ao ladrão amado e amoroso.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Um poema erótico - EFonseca
Princesa de alva pele fresca e macia,
Lascivo rosto, lábios pecaminosos,
Ver na tua boca meu falo eu queria
Banhando o alvo corpo em vagarosos,
E quentes rios de ingentes mil jorrares,
Nascidos nos montes dos meus desejos,
Colher a tua amora e tu a olhares,
Enquanto por cima eu cedo todos os meus beijos.
Envolta em manto linho imaculado,
Com delicadas mãos me gesticulas,
Estando já meu comediante irado,
Com um dedo, o teu prazer e o meu regulas.
E ardo sem que a fogueira eu veja,
Ceder-te calor degolando o frio,
Abriste tuas janelas para que eu veja
A luz jorrar da fonte quente do cio.
Mordazes os meus beijos se vão tornando,
Ao ver teus finos lábios retorcidos,
Fechando os olhos, meu falo vai falando,
Com teus nus seios expostos e exibidos.
Nem as doces cerejas têm o sabor,
Dos teus mamilos tão... (hum!) saborosos,
Trinco um e outro sem querer causar-te dor,
Alegres vai ficando e vigorosos.
Princesa do Sabbat, tu determinas,
O Fim do que eu considero o início,
E, se o quadril redondo tu me inclinas,
Findar o movimento era um suplício.
Expressão de quem vai sendo molestada,
Porém, vai sendo mais amada ainda,
Sobe um rubor quando acariciada,
Na fenda... Se visses como tu és linda,
Quando te vens, esfregando ao dianteiro
Tua válvula aquece e em mil explosões,
Recostas na almofada e num primeiro,
Soluço te deitas com as ilusões,
E o teu primeiro riso é esperançoso,
Que adorne por dentro o meu deus funesto,
Para quem pretende que seu corpo acuda,
Que com um singelo beijo se torna lesto.
Vê como por ti de cor ele não muda!
Com um dedo eu espreito se ainda vives,
De tinteiro servindo à minha pena,
E no papel lendo os versos revives,
Tão ousada e deliciosa cena,
O afago vem no teu espesso cabelo,
Que adora se soltar pelo meu peito,
Desenrolemos um novo novelo,
Que este corte e costura não foi perfeito.
Lascivo rosto, lábios pecaminosos,
Ver na tua boca meu falo eu queria
Banhando o alvo corpo em vagarosos,
E quentes rios de ingentes mil jorrares,
Nascidos nos montes dos meus desejos,
Colher a tua amora e tu a olhares,
Enquanto por cima eu cedo todos os meus beijos.
Envolta em manto linho imaculado,
Com delicadas mãos me gesticulas,
Estando já meu comediante irado,
Com um dedo, o teu prazer e o meu regulas.
E ardo sem que a fogueira eu veja,
Ceder-te calor degolando o frio,
Abriste tuas janelas para que eu veja
A luz jorrar da fonte quente do cio.
Mordazes os meus beijos se vão tornando,
Ao ver teus finos lábios retorcidos,
Fechando os olhos, meu falo vai falando,
Com teus nus seios expostos e exibidos.
Nem as doces cerejas têm o sabor,
Dos teus mamilos tão... (hum!) saborosos,
Trinco um e outro sem querer causar-te dor,
Alegres vai ficando e vigorosos.
Princesa do Sabbat, tu determinas,
O Fim do que eu considero o início,
E, se o quadril redondo tu me inclinas,
Findar o movimento era um suplício.
Expressão de quem vai sendo molestada,
Porém, vai sendo mais amada ainda,
Sobe um rubor quando acariciada,
Na fenda... Se visses como tu és linda,
Quando te vens, esfregando ao dianteiro
Tua válvula aquece e em mil explosões,
Recostas na almofada e num primeiro,
Soluço te deitas com as ilusões,
E o teu primeiro riso é esperançoso,
Que adorne por dentro o meu deus funesto,
Para quem pretende que seu corpo acuda,
Que com um singelo beijo se torna lesto.
Vê como por ti de cor ele não muda!
Com um dedo eu espreito se ainda vives,
De tinteiro servindo à minha pena,
E no papel lendo os versos revives,
Tão ousada e deliciosa cena,
O afago vem no teu espesso cabelo,
Que adora se soltar pelo meu peito,
Desenrolemos um novo novelo,
Que este corte e costura não foi perfeito.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






